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sexta-feira, 12 de junho de 2009

A Língua Portuguesa

Quando os portugueses aqui chegaram, levaram o que tínhamos de mais valioso, ouro, pedras preciosas, madeira, mas por outro lado, deixaram-nos a língua portuguesa.
Como podemos pensar em algo sem palavras, como transmitir nossas idéias sem utilizarmos a língua?

A “Última flor do Lácio” já foi cantada em prosa e em versos e continua rendendo histórias. Os colonizadores podem ter levado nossas riquezas materiais, porém deixaram algo muito mais valioso. É a língua de um povo um símbolo sagrado, muitos povos ao terem sido obrigados a falar um outro idioma, recusaram-se a abandonar o seu idioma original. Recentemente, tivemos o caso do Timor Leste, que após anos de Guerra Civil, em 2002, obteve a independência e o português voltou a ser o idioma oficial.

O conquistador pode ser poderoso, mas há uma linha, talvez tênue, a qual ele não pode exercer o seu poder; essa linha é a nossa linguagem. Todos deveriam usá-la de acordo com as regras ortográficas, mas esse já não é um problema apenas linguístico e sim social.

Em tempos de mudanças, todos se preocupam com o que acontecerá com o idioma, alguns concordam com o acordo ortográfico e outros não, mas a unificação do idioma entre os países que falam o português finalmente saiu do papel e precisamos estar preparados para a mudança, afinal, a língua é um organismo vivo e se modifica ao longo do tempo. Palavras são criadas, outras simplesmente desaparecem porque não caíram no gosto dos falantes, ou porque foram substituídas por outras mais interessantes e o que era neologismo ou estrangeirismo acaba sendo integrado ao nosso código.

Mais do que nos preocuparmos com as mudanças que vêm por aí, precisamos nos preocupar com os baixos resultados das provas do Enem e dos vestibulares, precisamos repensar o ensino do nosso idioma. Ensinar o português já não pode ser tarefa apenas do professor de Língua Portuguesa, afinal somos todos usuários do mesmo código e, como tal, precisamos dominá-lo.

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