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Projetos mais ousados para reconstruir o telhado da Notre-Dame

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

O poder de uma mensagem... A certeza de ter escolhido a profissão certa!




"Depois de anos e anos hoje pela primeira vez visitei o Masp, uma obra prima que carrega várias outras dentro, não pude deixar de me emocionar e chorar várias vezes, ter a oportunidade de ver o Abaporu, obras da Tarsila, e obras do Portinari faz a mente viajar por toda a historiografia brasileira, movimentos de arte e nossa identidade, toda essa injeção de conhecimento e emoção não veio em uma visita, foram aulas e aulas e diversas leituras que fazem a gente ter a bagagem para apreciar tudo que vi hoje e de nada seria se não tivesse uma professora apaixonada pelo ensino e que consegue transmitir toda essa paixão pra quem ensina, obrigado professora, muito obrigado mesmo por todas as aulas, todos os ensinamentos e puxadas de orelha nas horas de dispersão, sem eles, alunos não se tornariam pessoas realizadas como sou hoje. Beijos gigantes e abraços" João 😊

João... Não resisti, precisei publicar, para que você saiba do orgulho enorme que me dá ter sido sido sua professora. Você é brilhante e terá um futuro brilhante! 

domingo, 21 de abril de 2019

Trilogia da Fundação, de Isaac Asimov - Ficção Científica - Indicação do aluno Matheus Eduardo

            Obra máxima do escritor Isaac Asimov, a saga da Fundação inicia-se com a Trilogia da Fundação, escrita na década de 1950. Os três títulos que a compõem – Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação – Foram eleitos, em 1996, a melhor série de ficção cientifica e fantasia de todos os tempos, superando concorrentes de peso como O Senhor dos Anéis, de J.R.R.Tolkien, e Barsoom, de Edgar Rice Burroughs. Isso não se deve apenas à combinação perfeita de conflitos épicos e tramas profundas, sempre recheadas de mistério e muita ação, mas também ao fabuloso trabalho de pesquisa e às referencias envolvidas em sua criação. Na década de 1980, o autor ampliou seu rico universo ficcional, desdobrando sua vaga em outros quatro volumes.

https://www.editoraaleph.com.br/trilogia-da-fundacao/p

Sobrevivendo com Lobos ...Filme sobre o período do holocausto, mas sob uma nova perspectiva. Impactante e inimaginável a história da pequena Misha, de sete anos de idade, que começa uma viagem desesperada para escapar dos nazistas e encontrar seus pais. Sozinha, traumatizada, terrivelmente vulnerável, sua salvação chega na forma de uma família de lobos, que a adota.


https://www.youtube.com/watch?v=AE7xrYBFijo



terça-feira, 9 de abril de 2019

Surrealismo

                  "O termo surrealismo, cunhado por André Breton com base na idéia de "estado de fantasia supernaturalista" de Guillaume Apollinaire, traz um sentido de afastamento da realidade comum que o movimento surrealista celebra desde o primeiro manifesto, de 1924. Nos termos de Breton, autor do manifesto, trata-se de "resolver a contradição até agora vigente entre sonho e realidade pela criação de uma realidade absoluta, uma supra-realidade". A importância do mundo onírico, do irracional e do inconsciente, anunciada no texto, se relaciona diretamente ao uso livre que os artistas fazem da obra de Sigmund Freud e da psicanálise, permitindo-lhes explorar nas artes o imaginário e os impulsos ocultos da mente. [...] "
                                       http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3650/surrealismo

Surrealismo - versões diferentes de uma mesma imagem - René Magritte - O Terapeuta


















1937
    e 1962

terça-feira, 2 de abril de 2019

Para pensar...

"O tempo nos faz esquecer o que nos trouxe até aqui/ mas eu me lembro muito bem, como se fosse amanhã." (fragmento da música Armas químicas e poemas, Engenheiros do Hawaii)

Intertexto- Bertold Brecht


UFSC - 2020 - Um útero é do tamanho de um punho, Angélica Freitas - um poema em forma de vídeo


Dois poemas de Wislawa Szymborska (1923-2012), poeta polonesa, ganhadora do Nobel de Literatura de 1996.


                           Os filhos da época
                                        

Somos os filhos da época,
e a época é política.
Todas as coisas - minhas, tuas, nossas,
coisas de cada dia, de cada noite
são coisas políticas.
Queiras ou não queiras,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um brilho político.
O que dizes tem ressonância,
o que calas tem peso
de uma forma ou outra - político.
Mesmo caminhando contra o vento
dos passos políticos
sobre solo político.
Poemas apolíticos também são políticos,
e lá em cima a lua já não dá luar.
Ser ou não ser: eis a questão.
Oh, querida que questão mal parida.
A questão política.
Não precisas nem ser gente
para teres importância política.
Basta ser petróleo, ração,
qualquer derivado, ou até
uma mesa de conferência cuja forma
vem sendo discutida meses a fio.
Enquanto isso, os homens se matam,
os animais são massacrados,
as casas queimadas,
os campos se tornam agrestes
como nas épocas passadas
e menos políticas.

Tradução: Ana Cristina Cesar em colaboração com a polonesa Grazyna Drabik.

                      Fotografia do 11 de setembro

Atiraram-se dos andares em chamas.
Um, dois, ainda alguns,
mais acima, mais abaixo.

A fotografia deteve-os na vida,
preservou-os
sobre a terra rumo à terra.

Cada um ainda na íntegra,
com rosto individual
e sangue bem guardado.

Ainda há tempo
para os cabelos esvoaçarem
e do bolso caírem
chaves e alguns trocos.

Ainda estão no âmbito do ar,
ao alcance dos lugares
que acabaram de se abrir.

Só duas coisas posso por eles fazer:
descrever este voo
e não acrescentar a última frase.

Tradução: Elżbieta Milewska e Sérgio da Neves  de Alguns gostam de poesia-Antologia- Czeslaw Milosz e Wislawa Szymbroska, Cavalo de Ferro, 2004


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Leitura obrigatória – UFSC 2020

Por que ler as obras:

1. Capitães da areia, de Jorge Amado Na década de 1930, uma série de escritores brasileiros, em especial no Nordeste do país, resolve imprimir maior engajamento social à literatura ao enfocar mazelas nacionais. Jorge Amado integra esse grupo ao lado de escritores como Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e José Lins do Rego. Publicado em 1937, Capitães da areia é uma narrativa sobre a vida de um grupo de meninos de rua que vive ao redor de um trapiche e perambula pela Salvador das primeiras décadas do século XX. O romance problematiza a infância abandonada e o descaso de autoridades públicas e de uma imprensa sensacionalista, que contribuem para a marginalização desses menores. Figura entre as obras mais influentes de um dos escritores brasileiros mais lidos no Brasil e no exterior. (Modernismo 2ª fase - Romance de 30 - Gênero Narrativo)
2. Cemitério dos vivos, de Lima Barreto Romance de fundo autobiográfico em que Lima Barreto relata sua experiência após ser internado compulsoriamente no Hospital Nacional de Alienados, em 1919, devido a problemas com o álcool. Texto inacabado, com elementos da crônica e componentes ficcionais, Cemitério dos vivos é um dos últimos projetos do autor. Por meio do protagonista Vicente Mascarenhas, o livro critica severamente tanto o ambiente manicomial, especialmente no que se refere ao uso de tratamentos agressivos como o choque elétrico, quanto o preconceito e a exclusão social vivenciados pelos internos, o que torna a obra um testemunho bastante atual. Romancista da Primeira República, torna-se conhecido pela publicação de Triste fim de Policarpo Quaresma, mas somente nas últimas décadas a crítica contemporânea vem reconhecendo sua originalidade em utilizar o “escrever brasileiro”, antecipando elementos estéticos e temáticas sociais de um modo absolutamente singular, conferindo-lhe papel da maior importância entre os grandes escritores da literatura nacional. (Romance Autobiográfico - Pré-Modernismo - Gênero Narrativo)
3. Melhores contos de Lygia Fagundes Telles, de Lygia Fagundes Telles Os contos que integram a obra foram publicados entre a década de 60 e a de 80 do século XX e selecionados pelo professor e filósofo Eduardo Cortella, o qual destaca a perícia da escritora em “crescer por dentro”, ou seja, em criar uma estética própria, baseada na contenção e na precisão vocabular. Lygia Fagundes Telles começa a publicar em 1938, figurando ao lado de escritores como Clarice Lispector, João Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna, e mantém-se ativa até hoje, tendo se tornado em 2016 a primeira mulher brasileira a ser indicada ao Nobel de Literatura. A autora explora sentimentos como o amor, o ciúme, o desamparo do ser humano e a melancolia diante do envelhecimento e da morte, com uma abordagem que favoreceu as adaptações para a televisão. Fugindo de lugares comuns, como estereótipos femininos e clichês da autoajuda, a escritora se pauta pela imaginação, pela intriga e pelo mistério. (Pós-Modernismo - Contos -  Gênero Narrativo)
4. Os milagres do cão Jerônimo, de Péricles Prade O escritor catarinense integra o pequeno grupo de literatura fantástica praticado no cenário brasileiro, um espaço literário marcado por uma forte tradição realista. Os milagres do cão Jerônimo é uma coletânea de narrativas curtas entre as quais figuram traços do insólito, do absurdo, do fantástico, do maravilhoso e mesmo do surrealismo. Tendo publicado essa obra pela primeira vez em 1970, Prade é contemporâneo de outros expoentes do conto que exploram o fantástico brasileiro, tais como J. J. Veiga e Murilo Rubião.
5. Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus Publicado em 1960, Quarto de despejo é um forte relato biográfico de uma mulher negra e pobre, que sobrevive como catadora de lixo enquanto cria três filhos sozinha. Moradora da Favela do Canindé, à beira do Tietê, os diários relatam a luta pela subsistência na São Paulo de meados do século XX – tematizando a fome, a segregação social, o racismo estrutural, os dramas da convivência na favela e o oportunismo de políticos frente aos grupos marginalizados. Embora os diários sejam seu trabalho mais conhecido por conta do teor testemunhal, Carolina revelou-se uma escritora plural, autora de peças de teatro, romances e poemas, cujo tratamento estético da linguagem supera a leitura meramente antropológica, inserindo-a no cânone da literatura afro-brasileira. (Pós-Modernismo - Diário - Gênero do Relato)
6. Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas Publicada em 2012, a coletânea de poemas de Angélica Freitas possui contornos feministas, pois seu lirismo contrapõe questões de gênero fortemente delineadas por uma cultura patriarcal. Por meio de seus poemas, estimula o leitor a repensar estereótipos de beleza, comportamento e identidade naturalizados como regra em nossa sociedade. O livro é articulado ao redor de um eixo temático – a mulher –, o que favorece a construção de uma unidade de composição e o diálogo interno entre os textos. Ironia, humor e sarcasmo são traços marcantes dessa obra contemporânea, constituindo dispositivos de linguagem que estimulam uma reflexão sobre como as mulheres se percebem e sobre como são culturalmente percebidas na atualidade. (Literatura contemporânea - Poemas- Gênero Lírico)

Vestibular UFSC 2020


http://coperve.ufsc.br/files/2013/01/programa_disciplinas_vest2020.pdf

terça-feira, 19 de março de 2019

Por que ouvir as músicas da década de 80?

Legião Urbana, Cazuza, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, Queen e tantos outros artistas que deixaram um legado através de suas canções. Canções que falavam de problemas sociais, filosóficos, históricos, políticos, pessoais, que despertavam em nós a consciência do pensar, são  atemporais, porque os problemas continuam, apesar do esforço  para combater a violência, o preconceito, a intolerância, a ignorância, a alienação,  que insistem em permanecer. A Grande Máquina do Mundo parece engolir a todos e o caos impressiona até os mais confiantes. A Terra de Gigantes ainda conserva os mesmos Dândis. Que pensar demais não seja utópico e que  a nossa palavra ecoe através de suas músicas e seja ferramenta para construir um mundo melhor, mais tolerante e com mais amor.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Para não esquecer... Boate Kiss, por Fabrício Carpinejar


A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

27/01/2013

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.

                                                                                                                    
                             Fabrício Carpinejar, escritor gaúcho 


https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/brasil/escritor-ga%C3%BAcho-fabr%C3%ADcio-carpinejar-presta-homenagem-%C3%A0s-v%C3%ADtimas-da-trag%C3%A9dia-em-santa-maria-1.96604