domingo, 22 de setembro de 2019

Com o pensamento em Virgínia Woolf ... neste Setembro Amarelo

"Não há portões, nem fechaduras, nem cadeados com os quais você conseguirá trancar a liberdade do meu pensamento."

                                                                           Virgínia Woolf (1882-1941)

Muitas de suas obras trataram da dificuldade que as mulheres tinham (e ainda  têm) de se dedicarem à vida intelectual, ao enfrentarem situações econômicas desproporcionais às enfrentadas pelos homens. Virgínia acreditava que só com Educação era possível  mudar a realidade.

Última carta que Virgínia Woolf escreveu para seu marido Leonard Woolf em 1941 .

Meu querido,
Tenho certeza de que vou enlouquecer de novo. Não podemos passar por mais uma daquelas crises terríveis. E, dessa vez, não vou sa­rar. Começo a ouvir vozes e não consigo me concentrar. Por isso estou fazendo o que me parece a melhor coisa. Você me deu a maior felicida­de possível. Você foi, sob todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser. Acho que não existiam duas pessoas mais felizes, antes de aparecer essa terrível doença. Não consigo mais lutar. Sei que estou estragando sua vida, que, sem mim, você poderia trabalhar. E eu sei que vai. Veja que nem consigo escrever direito. Não consigo ler. O que quero dizer é que devo a você toda a felicidade da minha vida. Você tem sido extre­mamente paciente comigo e incrivelmente bom para mim. Quero dizer que—todo mundo sabe disso. Se existisse alguém capaz de me salvar, seria você. Perdi tudo, menos a certeza da sua bondade. Não posso con­tinuar estragando sua vida.
Não creio que tenham existido duas pessoas mais felizes do que nós.
V.

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