quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vestibular UFSC 2012 - Obras selecionadas 3º Ano do Ensino Médio

Obras e Autores para o próximo vestibular
Vestibular UFSC/2012
Obra/ autor

1. Inocência, de Visconde de Taunay
Editora: Div. Editoras / Portal Domínio Público

2. Memórias de um Sargento de Milícias, de Manoel ANtônio de Almeida Editora: Diversas Editoras / Biblioteca Nacional Digital

3. O Pagador de Promessas, de Dias Gomes
Editora: Bertrand/Ediouro

4. AMRIK, de Ana Miranda
Editora: Companhia das Letras

5. Jorge, um brasileiro, de Oswaldo França Júnior
Editora: Nova Fronteira

6. Viagem & Vaga Música, de Cecília Meireles
Editora: Nova Fronteira

7. A Cidade Ilhada, de Milton Hatoun
Editora: Companhia das Letras

8. Treze Cascaes, de Adolfo Boss e Outros
Editora: Fundação Franklin Cascaes
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
a) Recomenda-se a leitura integral das obras.
b) O conhecimento dessas obras supõe capacidade de análise e interpretação de textos, bem como o reconhecimento de aspectos próprios aos diferentes gêneros.
c) Entende-se que é necessário conhecer também o contexto histórico, social, cultural e estético de cada obra.

Fonte: www.ufsc.br

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os dias escuros

Os dias escuros
Carlos Drummond de Andrade

Amanheceu um dia sem luz – mais um – e há um grande silêncio na rua. Chego à janela e não vejo as figuras habituais dos primeiros trabalhadores. A cidade, ensopada de chuva, parece que desistiu de viver. Só a chuva mantém constante seu movimento entre monótono e nervoso. É hora de escrever, e não sinto a menor vontade de fazê-lo. Não que falte assunto. O assunto aí está, molhando, ensopando os morros, as casas, as pistas, as pessoas, a alma de todos nós. Barracos que se desmancham como armações de baralho e, por baixo de seus restos, mortos, mortos, mortos.

Sobreviventes mariscando na lama, à pesquisa de mortos e de pobres objetos amassados. Depósito de gente no chão das escolas, e toda essa gente precisando de colchão, roupa de corpo, comida, medicamento. O calhau solto que fez parar a adutora. Ruas que deixam de ser ruas, porque não dão mais passagem. Carros submersos, aviões e ônibus interestaduais paralisados, corrida a mercearias e supermercados como em dia de revolução. O desabamento que acaba de acontecer e os desabamentos programados para daqui a poucos instantes.

Este, o Rio que tenho diante dos olhos, e, se não saio à rua, nem por isso a imagem é menos ostensiva, pois a televisão traz para dentro de casa a variada pungência de seus horrores. Sim, é admirável o esforço de todo mundo para enfrentar a calamidade e socorrer as vítimas, esforço que chega a ser perturbador pelo excesso de devotamento desprovido de técnica. Mas se não fosse essa mobilização espontânea do povo, determinada pelo sentimento humano, à revelia do governo incitando-o à ação, que seria desta cidade, tão rica de galas e bens supérfluos, e tão miserável em sua infraestrutura de submoradia, de subalimentação e de condições primitivas de trabalho? Mobilização que de certo modo supre o eterno despreparo, a clássica desarrumação das agências oficiais, fazendo surgir de improviso, entre a dor, o espanto e a surpresa, uma corrente de afeto solidário, participante, que procura abarcar todos os flagelados.

Chuva e remorso juntam-se nestas horas de pesadelo, a chuva matando e destruindo por um lado, e, por outro, denunciando velhos erros sociais e omissões urbanísticas; e remorso, por que escondê-lo? Pois deve existir um sentimento geral de culpa diante de cidade tão desprotegida de armadura assistencial, tão vazia de meios de defesa da existência humana, que temos o dever de implantar e entretanto não implantamos, enquanto a chuva cai e o bueiro entope e o rio enche e o barraco desaba e a morte se instala, abatendo-se de preferência sobre a mão de obra que dorme nos morros sob a ameaça contínua da natureza; a mão de obra de hoje, esses trabalhadores entregues a si mesmos, e suas crianças que nem tiveram tempo de crescer para cumprimento de um destino anônimo.

No dia escuro, de más notícias esvoaçando, com a esperança de milhões de seres posta num raio de sol que teima em não romper, não há alegria para a crônica, nem lhe resta outro sentido senão o triste registro da fragilidade imensa da rica, poderosa e martirizada cidade do Rio de Janeiro.
Correio da Manhã, 14/01/1966

terça-feira, 12 de outubro de 2010

DE OLHO NO VESTIBULAR



Pintor e escritor francês, Francis Picabia

( 1879 - 1953 ) foi uma das figuras mais importantes do movimento Dadaísta.

                                                    
Dissertação - Tipo de texto geralmente pedido nos vestibulares – Texto argumentativo. Ao escrevê-lo, o aluno deve tomar posição diante do tema proposto, fundamentando sua opinião com argumentos consistentes.


Principais Características do Texto Dissertativo :


1. Não utiliza a primeira pessoa.

2. A linguagem deve ser formal (a não ser quando

se tratar de tema que possibilite o coloquialismo).



3. Apresenta argumentos que buscam sustentar uma tese (posição que o autor assume diante do tema).

4. Divide-se em introdução, desenvolvimento e conclusão.


INTRODUÇÃO - ( Parágrafo breve – de 4 a 6 linhas para um texto de, no máximo, 30 linhas).


Apresentação da tese a ser defendida no texto.

Tipos de introdução:



A introdução pode começar de diversas maneiras:

• uma afirmação;

• uma enumeração;

• uma narração;

• uma declaração;

• uma pergunta.

Evitar idéias gerais que não se relacionem com o texto.


DESENVOLVIMENTO (de dois a três parágrafos - para um texto de, no máximo, 30 linhas).
Apresentação dos argumentos que vão fundamentar a idéia principal, que pode vir especificada através:
• de pormenores;

• de ilustração;

• de prós e contras;

• de pontos positivos e negativos;

• de dados estatísticos; de causas e consequências;

• de pesquisas;

• da ordenação cronológica; da interrogação;

• da citação.


CONCLUSÃO (um parágrafo- que deve ser maior do que a introdução e menor do que o desenvolvimento).



• Retoma a tese proposta na introdução.

• Pode-se começar com “portanto”, “assim”, “logo”... ou entrar diretamente no assunto ( o que, na minha opinião, deixa o texto mais bonito e estiloso).

• Não deve apresentar novos argumentos.

• Pode e deve conter uma solução para um problema proposto.

• Dependendo do tema, deve-se passar uma perspectiva de futuro.


Obs.: Uma boa revisão agregará pontos ao texto.


Professora: Maria Cristina A. Biagio

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